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  • Testemunho a respeito do Deus criador

    Postado por Eliene no 15/03/2024 a 15:41

    FÓRUM – 14/03/24

    1 – O caminho seguido por Brueggemann, ao escrever a sua Teologia do Antigo Testamento (BRUEGGEMANN, 2014, p. 175-179), propõe que a Teologia do AT deve estar fundamentada no testemunho que o antigo Israel dá a respeito de Deus e do seu agir na vida da comunidade israelita. Leia o texto indicado e comente a respeito do testemunho como modo válido do conhecimento de Deus, de acordo com a perspectiva do autor.

    2 – O testemunho que Israel dá a respeito do Deus Criador é comunicado por meio de sentenças verbais. Essa ênfase nas sentenças indica que o interesse característico de Israel é a ação de Deus – a ação concreta e específica de Deus – e não seu caráter, natureza, ser ou atributos, exceto quando se evidenciam em ações concretas. Dentre os verbos mais importantes, citamos aqui o verbo bara’ (criar), asah (fazer) e yatsar (formar ou modelar). De acordo com o texto de Brueggemann ((BRUEGGEMANN, 2014, p. 213-299) a respeito do testemunho a respeito do Deus criador, comente a respeito da primazia do verbo bara’ sobre os demais verbos.

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    luiz respondeu: 3 months Há 16 Membros · 30 Respostas
  • 30 Respostas
  • Kalley

    Member
    16/03/2024 a 12:03

    Eu creio que, sob a perspectiva do autor, o testemunho como modo válido do conhecimento de Deus, foi sobremaneira importante na vida do povo que ele escolheu para ser separado para ele, e que pudessem testemunhar desse Deus criador, soberano sobre todas as coisas. Tudo que Deus realizou em favor de Israel, seu povo, deixou marcas indeléveis em suas vidas a fim de que as demais nações pudessem conhecer esse Deus poderoso.

    • Claudio

      Member
      21/03/2024 a 19:22

      Exatamente isto, Kalley. O que recebemos da tradição vétero-testamentária é o testemunho que Israel deu a respeito de Javé e do seu agir nas circunstâncias do povo.

  • Kalley

    Member
    16/03/2024 a 12:07

    Após a leitura e as excelentes explicações do professor, fica claro que a autor mostra que na narrativa do Antigo Testamento, não há alusão ou especulação, se posso assim dizer, a respeito da ontologia de Deus. Isso não está em voga. Os seus feitos, sim. E isso é demonstrado pelos verbos de criação que aparecem nas narrativas, mostrando um Deus que está mais preocupado na ação das coisas.

    • Claudio

      Member
      21/03/2024 a 19:24

      O foco da grande narrativa do antigo testamento concentra-se nas ações concretas de Javé e não em categorias abstratas e especulativas.

  • Kalley

    Member
    16/03/2024 a 12:12

    Esse verbo, No Antigo Testamento, tem por sujeito somente a divina. Assim, indica uma ação especificamente divina, que nenhum agente é capaz de realizar além de Deus. Outros verbos também indicam que o homem pode criar alguma coisa, como por exemplo o oleiro. Mas barah como criação, só o soberano Deus. Isso deixa claro sua poder criacionista de todas as coisas.

    • Claudio

      Member
      21/03/2024 a 19:24

      Isto mesmo. Vamos em frente!

  • Gustavo leonan

    Member
    18/03/2024 a 10:31

    O verbo בָּרָא é o que norteia essa ênfase na perspectiva que dá proeminência ao Deus criador. O verbo identifica um processo divino, que só pode único e exclusivamente estar ligado ao criador primevo, pois Deus cria e modela a partir do nada, antes que algo viesse a ser alguma coisa, ele é e traz a existência todas as outras.

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 17:42

      Exatamente.

  • Mário

    Member
    18/03/2024 a 17:35

    O povo eleito do Antigo Testamento serviu de testemunho do Deus criador para todas as demais nações, como modo válido do conhecimento de Deus criador, soberano sobre todas as coisas, por meio das manifestações divinas em favor de Israel: a libertação do Egito.

    Israel é o único povo na história das civilizações que conseguiu a sua libertação de forma independente, sem precisar da intervenção de outros povos. Tal fato, testemunha de forma formidável da manifestação divina sobre esse povo.

    O uso do verbo “bara”, “criar”, apresenta duas características singulares:

    1) O Deus de Israel é sempre o sujeito da ação. O verbo nunca é aplicado a uma divindade estrangeira. O verbo serve exclusivamente para caracterizar a ação criadora de Deus, distinguindo-a da ação humana;

    2) Nunca se menciona a matéria a partir da qual Deus cria. Além do mais, em Isaias 40-55, o verbo “barra” é usado para descrever tanto a obra divina do passado, como a do presente (Isaias 40,26.28: 42.5: 45.12.18) e do futuro (41,20, 45,8). No escrito sacerdotal, porém, o verbo “barra” usa-se tão somente para falar da criação das origens (Gn 1.1.21.27; 2.3s; 5.1s).

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 17:45

      Você assimilou bem o sentido do verbo bara’: o foco está no “novo” que surge, obra exclusivamente divina.

  • Samuel

    Member
    18/03/2024 a 18:18

    1 – O caminho seguido por Brueggemann, ao escrever a sua Teologia do Antigo Testamento (BRUEGGEMANN, 2014, p. 175-179), propõe que a Teologia do AT deve estar fundamentada no testemunho que o antigo Israel dá a respeito de Deus e do seu agir na vida da comunidade israelita. Leia o texto indicado e comente a respeito do testemunho como modo válido do conhecimento de Deus, de acordo com a perspectiva do autor.

    O texto do Antigo Testamento, segundo o autor, foca no discurso das comunidades que deram início ao que dizem os textos. Quando olhamos para o discurso, a pergunta não pode ser “O que aconteceu?”, mas sim, “O que foi dito?”. Assim, olhamos para o testemunho do povo de Israel e não para os fatos históricos propriamente ditos.

    O autor defende que estudar o discurso de Israel não descredibiliza em nada nosso objeto de estudo, pois ainda que seja limitado, não é modesto. Nesses textos existem muitos pronunciamentos à respeito de Deus.

    2 – O testemunho que Israel dá a respeito do Deus Criador é comunicado por meio de sentenças verbais. Essa ênfase nas sentenças indica que o interesse característico de Israel é a ação de Deus – a ação concreta e específica de Deus – e não seu caráter, natureza, ser ou atributos, exceto quando se evidenciam em ações concretas. Dentre os verbos mais importantes, citamos aqui o verbo bara’ (criar), asah (fazer) e yatsar (formar ou modelar). De acordo com o texto de Brueggemann ((BRUEGGEMANN, 2014, p. 213-299) a respeito do testemunho a respeito do Deus criador, comente a respeito da primazia do verbo bara’ sobre os demais verbos.

    Bara’ (Criar), é um verbo atribuído somente a Deus, mais nenhum outro ser tem pode ser sujeito desse verbo. Dessa forma, todos os outros verbos são inferiores e derivados do ato criativo de Deus, que somente Ele pode fazer. O testemunho de Israel sobre o SENHOR como Criador se refere ao seu poder definitivo para produzir um completo novo, algo impossível em quaisquer outros termos.

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 17:50

      Isto mesmo: o foco do nosso estudo está no(s) discursos(s) que o antigo Israel nos transmitiu por meio dos textos sagrados, de onde emerge a Teologia do AT.

  • Daniel

    Member
    19/03/2024 a 16:32

    1 – Brueggemann entende o Antigo Testamento como um discurso, é o discurso de uma comunidade, o
    testemunho de Israel de que Deus assim falou. Não é tarefa da teologia do Antigo Testamento lidar com a historicidade, ainda que seja esta legítima, e mesmo as questões ontológicas devem ser colocadas à parte. Brueggeman reconhece, pois, a dificuldade de encontrar “o que aconteceu?” e mais ainda em encontrar “o que é?”, portanto ele suspende essas questões ao definir os limites de sua teologia do Antigo Testamento.

    Sendo o discurso a realidade a ser estudada, ele questionará “O que foi dito?” e, especialmente, “O que se diz acerca de Deus?”, sugerindo que “a maior rubrica sob a qual podemos considerar o discurso de Israel sobre Deus é a de testemunho”. Desse modo, tomando o testemunho como um modo de conhecimento, inevitavelmente romperá com a epistemologia positivista no mundo antigo ou no mundo contemporâneo.

    Sua abordagem é interessante e, com certeza, resulta em algo diferente dos paradigmas contemporâneos.

    2- Como já dito, Brueggemann foca no testemunho. Israel testemunha um Deus que age, o interesse de Israel é a ação de Deus. Nesse cenário, os verbos ganham uma posição de destaque. “O testemunho de Israel sobre Javé como Criador se refere ao seu poder definitivo para produzir um completo<i style=”font-family: inherit; font-size: inherit; color: var(–bb-body-text-color);”> novum“. Esse completo novum é resultante da ação divina, tal ação é bem evidente em alguns verbos de criação, mas um deles tem a primazia, não apenas por ser o primeiro (o que inicia), mas também por excelência, é ele o verbo bara’, cujo sujeito é e somente pode ser Deus.

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 17:56

      Sim, a perspectiva assumida pelo autor é, de fato, bastante apropriada, pois os textos do antigo (e do novo testamento) são textos de fé, resultantes da experiência do povo de Deus com o Senhor. Assim, o que Deus disse e fez chegam a nós pelo testemunho daqueles que nos transmitiram, pelos textos, a fala e os feitos de Deus.

  • [email protected]

    Member
    20/03/2024 a 20:19

    <div>1 – O testemunho de Israel sobre Javé como Criador se refere ao seu poder definitivo para produzir um completo novum, algo impossível em quaisquer outros termos. Nesse testemunho, segundo a intenção e a ação de Javé, o mundo é caracterizado como um lugar hospitaleiro e viável para a vida, devido à vontade e capacidade de Javé de evocar e sustentar a vida. Mas a ontologia de Javé, disponível com base no testemunho de Israel no Antigo Testamento, vem depois do testemunho, e depende de se achar o testemunho crível e persuasivo. Depois do testemunho, o Antigo Testamento provê uma rica declaração de ontologia.
    </div>

    2 – A primazia do verbo bara’ reside no fato de não só referir a magestade de Deus como Criador, mas também um verbo que só tem como sujeito Javé, o Deus de Israel. Nessa afirmação poética, como em muitos outros casos, o assombroso verbo bara ’ é apoiado por
    verbos paralelos que dão mais ou menos o mesmo testemunho, mas que
    carecem da majestade singular de bara. Nesse texto, os outros verbos são
    “estendeu” (nth), “formou” (rq *) e “dá” (ntn), todos na forma de participio,
    indicando a ação contínua de Javé.

  • DANIEL

    Member
    21/03/2024 a 19:49

    1 – O caminho seguido por Brueggemann, ao escrever a sua Teologia do Antigo Testamento (BRUEGGEMANN, 2014, p. 175-179), propõe que a Teologia do AT deve estar fundamentada no testemunho que o antigo Israel dá a respeito de Deus e do seu agir na vida da comunidade israelita. Leia o texto indicado e comente a respeito do testemunho como modo válido do conhecimento de Deus, de acordo com a perspectiva do autor.

    Walter Brueggemann propõe, em seu texto, uma abordagem inovadora ao ancorar a teologia no testemunho do antigo Israel sobre Deus e sua interação com a comunidade. Ele destaca que o testemunho não é apenas uma narrativa histórica, mas uma forma de conhecimento de Deus que é experiencial e narrativa, emergindo da vivência do povo com Deus ao longo da história. Ele enfatiza que o testemunho é comunitário, moldando a identidade e o compromisso do povo com Deus, e é transformador, inspirando a vida da comunidade no presente e desafiando-a à justiça social e à transformação. Ao privilegiar o testemunho como base da teologia do AT, Brueggemann desafia abordagens tradicionais, valorizando a experiência coletiva do povo com Deus e reconhecendo a importância da narrativa, da comunidade e da transformação na construção do conhecimento teológico.

    2 – O testemunho que Israel dá a respeito do Deus Criador é comunicado por meio de sentenças verbais. Essa ênfase nas sentenças indica que o interesse característico de Israel é a ação de Deus – a ação concreta e específica de Deus – e não seu caráter, natureza, ser ou atributos, exceto quando se evidenciam em ações concretas. Dentre os verbos mais importantes, citamos aqui o verbo bara’ (criar), asah (fazer) e yatsar (formar ou modelar). De acordo com o texto de Brueggemann ((BRUEGGEMANN, 2014, p. 213-299) a respeito do testemunho a respeito do Deus criador, comente a respeito da primazia do verbo bara’ sobre os demais verbos.

    No texto, a centralidade do verbo bara’ na teologia do Antigo Testamento revela aspectos fundamentais da compreensão israelita sobre o Deus criador. Bara’ é exclusivo para descrever a ação criativa divina, enfatizando a unicidade e soberania de Deus, sua capacidade de criar ex nihilo e sua liberdade transcendente. Esse verbo destaca a novidade e originalidade da criação, bem como seu propósito e design inteligente. A distinção entre bara’ e outros verbos, como asah e yatsar, ressalta a diferença entre a criação divina e as atividades humanas, contribuindo para uma compreensão mais profunda da teologia israelita e da relação entre Deus e o mundo.

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 17:58

      Excelente! Sim, a perspectiva do autor é diferenciada porque realmente considera o que o texto diz a respeito de Deus, de Israel, da humanidade e da criação.

  • Domingos Savio

    Member
    21/03/2024 a 21:31

    FÓRUM – 14/03/24

    Leia atentamente as orientações para Discussão.

    1 – O caminho seguido por Brueggemann, ao escrever a sua Teologia do Antigo Testamento (BRUEGGEMANN, 2014, p. 175-179), propõe que a Teologia do AT deve estar fundamentada no testemunho que o antigo Israel dá a respeito de Deus e do seu agir na vida da comunidade israelita. Leia o texto indicado e comente a respeito do testemunho como modo válido do conhecimento de Deus, de acordo com a perspectiva do autor.

    Pois nesse texto há abundante pronunciamento sobre Deus, grande parte dele nos lábios de Israel, parte dele nos lábios de Deus, e outra parte nos lábios dos adversários de Deus (e de Israel). Israel nos Salmos, a atividade principal é 0 discurso. Usam-se expressões como “celebrai com júbilo” (SI 100,1), “cantarei” (SI 101,1); “dizia eu na minha prosperidade” (SI 30,6); “Por ti, Senhor, clamei” (SI 30,8). Sugiro que a maior rubrica sob a qual podemos considerar 0 discurso de Israel sobre Deus é a de testemunho. Assim, não considero o testemunho simplesmente como uma conveniência fácil ou sagaz para minha exposição, mas como uma forma apropriada de reproduzir a prática do antigo Israel.

    Creio que é o texto é válido como testemunho, porque o auto cita passagens do Antigo Testamento que demonstra o povo de Israel, falando sobre Deus, sobre o relacionamento do povo de Israel com Deus. Os Salmos é uma demonstração desse relacionamento do povo de Israel com Deus, e esse relacionamento vai trazer o testemunho sobre Deus, em consequência desse testemunho conseguimos perceber o agir de Deus na comunidade de Israel.

    2 – O testemunho que Israel dá a respeito do Deus Criador é comunicado por meio de sentenças verbais. Essa ênfase nas sentenças indica que o interesse característico de Israel é a ação de Deus – a ação concreta e específica de Deus – e não seu caráter, natureza, ser ou atributos, exceto quando se evidenciam em ações concretas. Dentre os verbos mais importantes, citamos aqui o verbo bara’ (criar), asah (fazer) e yatsar (formar ou modelar). De acordo com o texto de Brueggemann ((BRUEGGEMANN, 2014, p. 213-299) a respeito do testemunho a respeito do Deus criador, comente a respeito da primazia do verbo bara’ sobre os demais verbos.

    A primazia do verbo bara’ manifesta o poder de Deus na criação, tudo foi Deus que criou, essa primazia vai demonstrar um Deus que pode todas as coisas, ele cria algo onde não existia nada. Podemos perceber um age na criação. Tudo o que o homem faz é cópia do que Deus criou. O verbo bara identifica um processo divino na criação. Deus à existência todas as coisas.1º Fórum de discussão dos alunos matriculados na disciplina Teologia do Antigo Testamento

  • Gabriel

    Member
    22/03/2024 a 15:30

    1 – O caminho seguido por Brueggemann, ao escrever a sua Teologia do Antigo Testamento (BRUEGGEMANN, 2014, p. 175-179), propõe que a Teologia do AT deve estar fundamentada no testemunho que o antigo Israel dá a respeito de Deus e do seu agir na vida da comunidade israelita. Leia o texto indicado e comente a respeito do testemunho como modo válido do conhecimento de Deus, de acordo com a perspectiva do autor.

    Segundo Brueggemann, o Antigo Testamento não se limita a um conjunto de conceitos abstratos sobre Deus, mas constitui principalmente um registro vivo da relação do povo de Israel com Deus ao longo dos tempos. Percebemos como o povo de Israel testifica a presença e a intervenção divina em suas vidas. Estes testemunhos não se restringem a registros históricos, mas são relatos repletos de significado teológico, revelando os atributos e os propósitos de Deus. Através do testemunho do povo de Israel, podemos compreender como Deus se revela na história, como se relaciona com seu povo e como reage diante da fé e da desobediência.

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 18:24

      Isto mesmo: de acordo com a perspectiva do autor, Deus vai revelando aspectos do seu ser e de sua natureza a partir dos seus feitos na vida concreta do povo.

  • Gabriel

    Member
    22/03/2024 a 15:33

    2 – O testemunho que Israel dá a respeito do Deus Criador é comunicado por meio de sentenças verbais. Essa ênfase nas sentenças indica que o interesse característico de Israel é a ação de Deus – a ação concreta e específica de Deus – e não seu caráter, natureza, ser ou atributos, exceto quando se evidenciam em ações concretas. Dentre os verbos mais importantes, citamos aqui o verbo bara’ (criar), asah (fazer) e yatsar (formar ou modelar). De acordo com o texto de Brueggemann ((BRUEGGEMANN, 2014, p. 213-299) a respeito do testemunho a respeito do Deus criador, comente a respeito da primazia do verbo bara’ sobre os demais verbos.

    Bara’ é reservado especificamente para descrever a atividade criativa divina, destacando a singularidade e a soberania de Deus, sua capacidade de criar a partir do nada e sua transcendência. Esse verbo ressalta a originalidade e a intencionalidade da criação, bem como seu propósito. A distinção entre bara’ e outros verbos, como asah e yatsar, sublinha a diferença entre a obra criativa de Deus e as atividades humanas, contribuindo para um maior entendimento entre a perspectiva israelita na relação entre Deus e a humanidade.

    • This reply was modified 3 months Há by  Gabriel.
    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 18:25

      Muito boa a sua participação Gabriel. Prossigamos!

  • Josué

    Member
    22/03/2024 a 19:29

    1. Walter Brueggemann, considerando em seu estudo, que o conhecimento que se pode obter de Deus no Antigo Testamento, na verdade não se encontra apresentado em definições e conceitos, mas se extrai das ações de Deus em relação ao povo de Israel, sendo expressadas por discursos ora do povo israelita ora do próprio Deus ora dos inimigos, de um modo ou de outro, todos integrando narrativas da história israelita, das quais não se poderia extrair claramente a “historicidade” ou a “ontologia”, conclui que a abordagem que se deve ter, ao estudar a teologia do AT, é aquela que considere esses discursos e narrativas como testemunho. E esse testemunho é valido para conhecimento e certeza, porque reproduz a prática de Israel, expressando até mesmo as controvérsias, a verdade em crise. O testemunho se torna a evidência do fato, não podendo se desprezado como fonte.

    2. Os israelitas se diferenciam dos povos ao seu redor ou anteriores ao falar da criação. Quando esses povos tratavam desse tema, o relacionavam, por exemplo, à motivações políticas de reis passageiros, que perecendo, não poderiam serem considerados responsáveis pela grandeza da criação. Então, Israel, em mobilização pela fé da criação apresenta Javé, o seu Deus, que se revelou em ações, e que é eterno, o verdadeiro criador dos céus, da terra, dos povos e de tudo o que existe. Assim, o verbo bara’ (criar) tem como único sujeito o Deus que é eterno, sendo os outros verbos apoiadores paralelos e uma indicação da ação contínua de Javé.

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 18:43

      Os textos do antigo testamento constituem-se como o conjunto do testemunho que Israel deu das ações de Deus no meio do povo. O que os profetas disseram do que viram e ouviram. Os que os sábios refletiram. O que os salmistas compuseram, a respeito do “andar” de Deus entre eles.

  • [email protected]

    Member
    22/03/2024 a 21:46

    Muito bom esse curso

  • [email protected]

    Member
    24/03/2024 a 17:09

    1 – O caminho seguido por Brueggemann, ao escrever a sua Teologia do Antigo Testamento (BRUEGGEMANN, 2014, p. 175-179), propõe que a Teologia do AT deve estar fundamentada no testemunho que o antigo Israel dá a respeito de Deus e do seu agir na vida da comunidade israelita. Leia o texto indicado e comente a respeito do testemunho como modo válido do conhecimento de Deus, de acordo com a perspectiva do autor.

    Resp.: Considerando a impossibilidade de conceituar, definir ou caracterizar as ações de Deus que é soberano em seus feitos, cuja existência extrapola padrões que pudessem ser utilizados para entender ou definir, aquele que é acima de tudo e de todos, o autor propõe uma Teologia do AT baseada no testemunho do povo de Israel. Enfatiza o discurso e ações e não ideias e pensamentos a respeito de Deus.

    Deus é aquele de quem Israel fala. Não perguntamos o que aconteceu, mas sim o que foi dito que aconteceu. A retórica usada não é o que o texto diz e sim como o texto diz. Há credibilidade e persuação no testemunho de Israel acerca do agir de Deus.

    O foco do A.T é a ação de Deus na história do seu povo.

    2 – O testemunho que Israel dá a respeito do Deus Criador é comunicado por meio de sentenças verbais. Essa ênfase nas sentenças indica que o interesse característico de Israel é a ação de Deus – a ação concreta e específica de Deus – e não seu caráter, natureza, ser ou atributos, exceto quando se evidenciam em ações concretas. Dentre os verbos mais importantes, citamos aqui o verbo bara’ (criar), asah (fazer) e yatsar (formar ou modelar). De acordo com o texto de Brueggemann ((BRUEGGEMANN, 2014, p. 213-299) a respeito do testemunho a respeito do Deus criador, comente a respeito da primazia do verbo bara’ sobre os demais verbos.

    Resp.: A primazia do verbo “bara”, sobre os demais verbos, é decorrente da sua utilização EXCLUSIVA para a “pessoa” de Deus, somente Deus é o Criador de todas as coisas. Diz respeito a capacidade de Deus de fazer algo COMPLETAMENTE NOVO, nem sempre do nada, mas sempre NOVO. O NOVO é exclusivdade da atividade divina, está relacionado ao início do objeto. Deus é único e exclusivo e absoluto SUJEITO do verbo”bara”.

    • Claudio

      Member
      25/03/2024 a 18:44

      Isto mesmo Miriam!

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