Acessar AVA Forums 3º Fórum de Prática Ministerial Gestão de Igrejas Responder a: Gestão de Igrejas

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    10/05/2024 a 06:12

    À Guise de comentário, em uma abordagem descritiva discursiva, apresente sua apreensão abordando os seguintes conceitos:

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  • O
    Estado da Arte
  • Definição
    de gestão e gestão eclesiástica
  • O
    papel do gestor cristão
  • A
    igreja como entidade do terceiro setor
  • Planejamento
    estratégico, sua implementação e controle.
  • Bem, considerando o Estado da Arte – Estado de Conhecimento que refere-se às produções acadêmicas sobre determinado assunto ou tema, foi constato pela pesquisa constante no artigo a baixa produção acerca do tema Gestão Eclesiástica ou Gestão de Igrejas, e mesmo quando encontramos algum material nesse sentido como monografias e artigos eles são, em sua maioria, produzidos por autores do meio secular oriundos da administração e com base na Gestão Empresarial. Nesse sentido, a baixa produção acadêmica sobre esse tema, pode estar refletindo no êxito da Gestão Eclesiástica das igrejas, uma vez que a liderança não teria tanto suporte literário ou de pesquisa para o seu amparo.

    Além disso, a simples gestão que se baseia nos processos que são regidos pelos termos gerenciar – realizar não engloba todos os processos da gestão cristã – eclesiástica; essa por sua vez, precisa levar em consideração os princípios e orientações cristãs direcionadas pela Bíblia sobre administração.

    É desejável que a gestão cristã reflita em suas ações e decisões aspectos como: planejamento, excelência, empreendedorismo e transparência; além disso, necessita demostrar fidelidade às Escrituras, temor ao Senhor, integridade, humildade e maturidade cristã. Evidências dessas características na administração são encontradas em diversos líderes cristãos que vão deste José e até mesmo Neemias. Ou seja, são exemplos de gestão cristã a serem seguidas e com resultados comprovados de sua eficácia e modelo.

    A igreja faz parte do terceiro setor e tem em uma de suas funções sociais atender as diversas necessidades da comunidade onde o Estado, primeiro setor, não consegue atuar de maneira eficaz. Desta forma a gestão eclesiástica também necessita estar alinhada com esses propósitos, que vão desde oferecer suporte na área da saúde, como é o exemplo das Santas Casas, até em mesmo amparo psicológico como vemos em diversas igrejas; sem contar na área espiritual. Com o passar do tempo, e tendo em vista sua relevância para a sociedade, a igreja passou a gozar de direitos garantidos pela Constituição Federal que encontra alguns de seus respaldos no artigo 5º da constituição. Esse reconhecimento da igreja como instituição de relevante importância para sociedade, faz com a mesma continue avançando com a prática das exigências do evangelho do reino, assim como avançar ainda mais na gestão eclesiástica de suas atividades para que os resultados sejam ainda melhores.

    Assim, buscando o melhor desempenho de suas funções faz necessário o Planejamento Estratégico da Instituição Eclesiástica. Esse consiste na liderança e visão ampla na tomada de decisões com resultados a longo prazo, estabelecimento de metas claras, objetivas e alcançáveis; para que isso ocorra da melhor forma é importante o Planejamento Tático, área que cuida da viabilidade, eficiência e melhor execução dos projetos pensando em planos maiores para alcançar os objetivos maiores. E por fim, mas tão importante quanto às outras, é o Planejamento Operacional que coloca em prática os planos e decisões estabelecidos nas etapas anteriores.

    Desta forma, para uma implementação bem sucedida do Planejamento Estratégico é necessário estar sob uma visão bem definida e que a mesma seja implementada de maneira sistemática, mantendo a disciplina e alocando cada recurso no lugar certo, inclusive as pessoas, cada uma de acordo com sua capacidade e habilidades.

    E para que o Planejamento Estratégico avance de maneira eficaz, é de sua importância o controle tanto das ações quanto dos resultados, justamente para observar por meio de dados específicos se o resultado final planejado será alcançado. Caso haja necessidade, poderá ocorrer uma correção de desvios, ou mesmo se algum objetivo precise ser revisto ou modificado, isso para que o resultado final desejado seja alcançado.