Acessar AVA Forums 4º Forum Teologia Batista Famílias e ideologias Responder a: Famílias e ideologias

  • Filipe

    Member
    06/06/2024 a 13:48

    RESPONDA AS SEGUINTES QUESTÕES
    Com base no seu conhecimento bíblico e nos documentos de referência no item 1:

    a) Compare os dois textos e descreva quais foram às mudanças?

    Ao observarmos a primeira diretriz doutrinária, vemos que ela se adequava ao tempo em que fora escrita, baseada no contexto sociocultural daquela época. A primeira diferença que cabe uma analise mais profunda, se dá pelo fato de que aquela concepção afirmava que a dissolução do casamento, sua autorização se dava por dois motivos: morte ou pela infidelidade conjugal. Entretanto, na atualização do disposto do artigo XVII, essa parte foi suprimida, restando apenas à palavra “indissolúvel”, sem exemplificar a motivação. Tal supressão deva ter ocorrido por diversos fatores, um deles, pela expressiva quantidade de divórcios que afetaram os casais dentro de nossas igrejas, de pastores, diáconos e ovelhas. Entendo que o foco aqui não pé tratar sobre tal premissa, mas acredito ser um erro, adequar a Declaração Doutrinária Batista ao mundo em desfavor da palavra de Deus. Deixou-se de acreditar e de ensinar que o matrimônio aos olhos de Deus é por toda vida. Imaginemos se Deus desistisse do casamento de Cristo com sua igreja, porque a igreja entendeu que não consegue mais viver em união com Cristo? Então Deus separaria seu Filho de sua igreja? O sangue vertido na cruz é eterno, é irreversível! A salvação é irreversível! Na edição do novo texto normativo da nossa Declaração Doutrinária Batista houve a inserção de novas diretrizes que reafirmam os mandamentos bíblicos de forma mais clara e objetiva senão vejamos:

    – Reafirmação da relação entre homem e mulher “o casamento, que é a união entre um homem e uma mulher”.

    – Reafirmação do casamento heterossexual “natureza heterossexual”.

    – Continuidade da humanidade através de filhos biológicos dentro do casamento “preservação da espécie”

    – A atenção e o cuidado com a “criança e o idoso”.

    – A afirmação da vida conjugal do casal e vida sexual dentro do casamento “A vida sexual dentro do casamento é dádiva de Deus, mas fora do casamento é pecado contra Deus”.

    Afirmação de que a Bíblia se manifesta contrário ao aborto “os filhos, desde o momento da concepção, são bênçãos e herança do Senhor”.

    Afirmação de que o lar cristão deve ser um vetor para a formação integral à luz dos valores cristãos de todos integrantes “O lar cristão deverá ser ambiente fértil para a formação integral da pessoa à luz dos valores cristãos, tendo os pais como modelos de vida, integridade e serviço a Deus e à igreja. Cabe a esta dar suporte aos pais na formação educacional e espiritual de seus filhos”.

    b) Você acha que realmente foi necessária essa mudança? Por quê?

    Sim, entendo necessário que haja adequações no texto em epígrafe, entretanto, as atualizações precisam estar fundamentadas no texto Bíblico, que é o norte e direção de todo Cristão e Igreja. Vemos que nos últimos anos, as ideologias malignas, estacionadas notadamente na esquerda (política), procuram de todas as formas introduzirem suas ideias diabólicas no seio da sociedade e principalmente no meio cristão. A ferramenta oficial deste seguimento tem sido introduzir através de leis, a mudança do conceito bíblico de família, casamento, criação dos filhos, aborto, sexualidade (mudança de gênero) e tantos outros conceitos que se opõem a palavra de Deus. O Projeto de Lei em tela, é apenas mais um de muitos que tramitam em ambas as casas, seja no Senado Federal e Câmara dos Deputados. As fundamentações destas proposições legislativas se baseiam no simples fato de que a permissão para formação de famílias de todos os gêneros imagináveis e inimagináveis se encontra respaldo no “amor”. Desta forma, conforme a justificativa do projeto em epigrafe “(…) ao Estado cabe o reconhecimento formal de qualquer forma digna e amorosa de reunião familiar, independentemente de critérios de gênero, orientação sexual, consanguinidade, religiosidade, raça ou qualquer outro que possa obstruir a legítima vontade de pessoas que queiram constituir-se enquanto família.” Assim, busca-se a tutela estatal para a imposição de doutrinas e ideologias que são completamente antagônicas aos princípios de Deus e a sã doutrina cristã.

    Ao analisar a tramitação do PROJETO DE LEI No 3.369, DE 2015, percebe-se que o relator do presente projeto de lei, ex-deputado federal Jean Wyllys, muito conhecido por advogar em favor das causas LGBTQIA+, foi além do que do Deputado Orlando Silva inicialmente propôs, apresentando em seu parecer, uma emenda aditiva para permitir que pessoas do mesmo sexo, possam adota crianças, alterando, portanto, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Portanto, trazendo para o mundo legal uma legislação permissiva, embora os Tribunais de Justiça dos Estados e o próprio STF, já tenha entendido que a adoção por casais homoafetivos é permitido, conforme julgamento realizado em 5 de março de 2015, quando a ministra Cármen Lúcia, decidiu que casais homoafetivos têm o direito de adotar crianças – Recurso Extraordinário nº 846.102.

    (…) Assim interpretando por forma não-reducionista o conceito de família, penso que este STF fará o que lhe compete: manter a Constituição na posse do seu fundamental atributo da coerência, pois o conceito contrário implicaria forçar o nosso Magno Texto a incorrer, ele mesmo, em discurso indisfarçavelmente preconceituoso ou homofóbico. Quando o certo − data vênia de opinião divergente – é extrair do sistema de comandos da Constituição os encadeados juízos que precedentemente verbalizamos, agora arrematados com a proposição de que a isonomia entre casais heteroafetivos e pares homoafetivos somente ganha plenitude de sentido se desembocar no igual direito subjetivo à formação de uma autonomizada família. Entendida esta, no âmbito das duas tipologias de sujeitos jurídicos, como um núcleo doméstico independente de qualquer outro e constituído, em regra, com as mesmas notas factuais da visibilidade, continuidade e durabilidade” (trecho do voto)

    Concluindo, existe uma agenda bem orquestrada para a desconstrução da família tradicional em detrimento de um novo formato de família, totalmente contrario aos princípios bíblicos.

    Aditivo do do PROJETO DE LEI No 3.369, DE 2015 – COMISSÃO (camara.leg.br)