Responder a: Israel – libertação e Vocação

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    17/04/2024 a 11:57

    1. A libertação de Israel do cativeiro egípcio não foi um fim em si mesmo; Israel não liberto para simplesmente ser liberto. Havia um propósito maior: a redenção. Concordo! Porque, os verbos usados no testemunho de Israel para as ações de Javé no Êxodo, Javé que tira, Javé que livra, Javé que resgata, Javé que salva, Javé que redime bem como Javé que faz subir, têm como o sujeito, Javé. Portanto o testemunho de Israel sobre Javé como libertador anuncia sua capacidade resoluta de intervir de forma decisiva contra toda circunstância
    ou força opressora e alienante que impeça uma vida de bem-estar. Javé é
    mais do que um rival para os poderes da opressão, sejam sociopolíticos ou
    cósmicos.

    2. Nessas duas narrativas bem diferentes, Javé fala em poder soberano, e pelo discurso evoca Israel à existência. Em Gênesis 12,1-3, Javé
    fala com a estéril Sara e o fracassado Abraão, e proclama uma convocação,
    um mandamento e uma promessa. Em Êxodo 3,7-10, Javé fala ao Israel
    escravizado e proclama uma promessa, a qual subsequentemente é complementada por mandamentos (cf. Êx 20,1-17). O povo que se tomou Israel está sem esperanças, possibilidade ou futuro. A triste situação desse povo, estéril e escravizado, se transforma dramaticamente pelo pronunciamento soberano de Javé. Não se dá
    nenhuma base ou justificativa para o pronunciamento de Javé, mas, como
    o pronunciamento está nos lábios do Santo, ele deve ser aceito, adotado e
    obedecido por Israel.